Mini Bio

Andrea Derani nasceu e cresceu no interior de São Paulo, em meio a árvores e natureza, elementos que marcam profundamente sua poética visual. Antes de se dedicar às artes visuais, atuou como advogada ambientalista, desenvolvendo atividades voltadas a proteção do conhecimento de povos tradicionais associados à biodiversidade brasileira.
Em 2018, iniciou o estudo da aquarela a partir do método de Rudolf Steiner, que une a valorização da exploração sensorial e a qualidade das cores segundo a teoria de Goethe. Estudo que deu sequência durante a pós graduação em Arteterapia concluída em 2022 no Instituto Sedes Sapientiae.
Sua obra nasce da escuta silenciosa da matéria. Utilizando papéis artesanais, porcelanas quebradas, fibras, ouro e resinas a artista explora a impermanência e a potência do gesto reparador. Suas séries revelam uma pesquisa sobre o vazio como um intervalo produtivo, um campo onde o que foi interrompido pode reorganizar-se e seguir adiante sob novas configurações.
A pesquisa se organiza na tensão entre continuidade e fratura, aceitando a contradição como método e a complexidade como condição do trabalho.
A artista ao incorporar técnicas milenares ao seu fazer artístico, como o uso do urushi e ouro em pó, estabelece um diálogo entre tradição e contemporaneidade. Esse gesto não é apenas formal, ele ressoa sua trajetória ambientalista, reafirmando uma ética voltada a valorização de saberes ancestrais, do fazer artesanal e da sustentabilidade.
Entre ruína e reconstrução, Andréa propõe uma arte de cura, contemplativa e espiritual, que convoca o expectador a perceber a beleza contida no frágil e no impermanente.